Novo Single Evocati

A banda de heavy metal do condado de Moreno lança seu single – No Permission – com cara nova e logo nova criada por Alcides Burn. Mostrando que a força desse grupo permanece contínua para a conclusão do trabalho dado início há dois anos.
Como o próprio nome da banda diz: guerreiros que por suas experiências, são convocados a voltar à batalha.

Capa by Alcides Burn

"Heavy Metal não é um som podre..." - por Gabriel Oleron

Heavy Metal não é um som podre, esdrúxulo, piegas, porco, banal, enegrecido, satânico, blasfemico, inócuo, incompreensível e vil.
É um som calcado em estruturas da música clássica, que em bandas é evidente (Iron Maiden, Blind Guardian, Manowar) e em outras nem tanto (Metallica, Megadeth, Black Sabbath) para alguns ouvintes.

Sim, todos tem opinião, mas, sabe, quando a opinião é feita apenas por achismos e determinantes insólitas "Isso é que é som o resto é lixo", isso só propaga a ignorância, a falta de senso crítico, e as palavras mal-escolhidas só irão alimentar o MEDO do Heavy Metal, o MEDO dos outros, que por cultura inerente brasileira, é propenso a achar que "roque" é coisa de satanás... Então, apresentemos as bandas com um convite, uma explicação.

A raiva, a fúria, a angústia, o lirismo agressivo, são partes evidentes, mas nunca gratuitas. São a exposição de nossos conceitos educacionais sobre ética, respeito e controle. Todos temos os momentos de tensão e fúria, as "vontades" que dizemos como uma utopia, como quando dize-se coisas como "só se esganar esse sujeito" e afins... Então, o Heavy Metal, é uma evolução do Rock, a saída e o adeus a essência de "blues feroz" que é o Rock'n'Roll, e parte pra o som sincopado, estruturado, com cadências, uma soma da beleza estrutural do som Progressivo dos anos 70, aliado a fúria e velocidade do Punk Rock, com a distorção cada vez mais pesada e rasgante, como um urro, um berro, um grito, mas um urro/berro e grito motivado por histórias épicas ou reais, sociais ou individuais, religiosas ou banais, é enfim, a exposição musical do desabafo e desconto das frustrações adolescentes e adultas, a rebeldia cultural de uma fase da vida tão complexa e maravilhosa, e que com o passar dos anos, somos e estamos com mentes diferenciadas, conhecimento vasto da cultura mundial, não dependemos do "sistema", temos conceitos individuais e somos seres únicos que logram o mesmo tipo de motivação social, que é ser único, mas não burro ou egocêntrico, mas de sermos quem queremos ser, e nos orgulhar disso.

Essa é sim, a minha visão, que creio, que quem tenha 2 neurônios funcionando, pode ler isso com atenção, e perceber que não é um desabafo, e sim, uma explicação mais sofisticada, talvez pelo vocabulário, talvez por eu gostar de usar bem as palavras e fugir do óbvio, é uma, também, prova de que quem já leu o que usualmente escrevo, percebe o meu linguajar, a minha malemolência, meu jeito. Rock e Heavy Metal não se separam em essência, só podemos classificar e atribuir sensações aos dois gêneros. Mas de certo, é o tipo de música que se for real, e não propagandeada, não for algo "trajado" de "ro(s)queiro", se for o verdadeiro e puro Rock'n'Roll, até o famigerado Heavy Metal e seus filhos (Thrash, Speed, Death, Black, Doom, Power, entre outros), que fique claro, essa MÚSICA (não, não é "barulho que não dá pra entender nada... Só se você tiver 70 anos e sofrer de audição, ou ser tão preconceituoso ao ponto de não se deixar levar por um som tão bem trabalhado quanto qualquer Bossa Nova que exista.)

Por fim, antes de esbravejar que conhece de música, de história, de Rock ou Metal, conheça além da "Zona de Conforto" e aceite os variados gostos e tipos das vertentes praticamente ilimitadas que há no universo dos Power Chords e solos incendiários, baterias furiosas, baixos galopantes e vocais intensificados dos mais nobres sentimentos.

Não estou me dirigindo a ninguém, apenas estou externando que, em suma, o "som do capeta", o "som barulhento e incompreensível", é MÚSICA, e é o que EU AMO musicalmente, e um grandessíssimo "só lamento" a quem adquire a notória e perdoável ignorância de banalizar o que jamais tentou conhecer, só pra não reconhecer, RECONHECER, não deixar de gostar do que gosta, seja lá o que for, pra admirar e entender o que é de verdade o Rock'n'Roll, e principalmente, o Heavy Metal.

RIR 2013

Dia 13 de julho de 2013 houve o que representa o moreno metal union: birita, amigos e curtição - reunião de amigos em comemoração ao dia do metal! Depois veio o R.I.R. onde nossa bandeira foi bem representada! haha


Rock in Rio - 1º e último dia do metal. /,,/

Ouvindo Kriver - resenha

(Texto Orelha Boham)
Amados headbangers nativos, saiu mais uma pérola do metal pernambucano em 21 de fevereiro de 2013! A banda Kriver jogou para download o seu 2º EP "Torrential".
Kriver formou-se em meados de 2009, em Recife-PE, quando o vocalista Jahyr Cesar, o baixista Guilherme Cordasso e o guitarrista Bruno Oliveira resolveram fazer sua própria banda e deixar de fazer bandas covers. Com isso, chegaram fazer seu próprio som hard/heavy e se juntando com o baterista Ricardo Lira e ao guitarrista Thiago Quintino começou sua orgia sonora, realizando show no hellcife. Com o hard rock /heavy metal, a banda resgata a energia e o peso que vem sendo deixado em detrimento ao exibicionismo técnico. O "Torrential", mais heavy metal do que hard rock é mais um trabalho muito 'fodástico' com essa nova formação, trazendo Rafael Gorga (surpreendendo com seu vocal limpo, e bem característico no rasgar de algumas palavras - 'vide Pandemmy') e Marcelo Neves com belos riffs e solos apaixonantes. A qualidade de som deste trabalho está massa!
Minhas músicas preferidas são Loner's Way e Curtains Drawn!           

Baixe o EP completo clicando na imagem!


Um olhar sobre a Decomposed God - 2013

(Texto: Orelha Bonham)
Uma das melhores bandas do Brasil, e é para nossa sorte de Pernambuco. Fazendo um dos sons mais brutais do Metal Brasileiro a mais de 20 anos, desde que escutamos ''The Key of Immortality''(uma Demo de 1992), temos nos seguintes trabalhos, uma confirmação das diversas qualidades da banda. No ano de 2000, ''The Last Prayer'' vem como uma bomba no meio Underground, abrindo mais portas e respeito aos trabalhos dos caras. Turnês consagradas e tão faladas durante anos é coroada em 2008. Um trabalhado, absurdamente excepcional, com o título ''Bestiality'' demonstra que o metal pernambucano não está para brincadeiras. Depois de correr pelo mundo e tocar com diversos monstros sagrados do Death Metal, continuam levando a destruição sonora até o fim. O Moreno metal Union bateu um rápido papo com o mais novo membro da banda Rodrigo Colaço. 


1. Olá Colaço. Fale-nos como foi o recrutamento para esta grande banda Decomposed God.

A coisa toda começou, há oito meses mais ou menos,  não poderia ter vindo em hora melhor, já que estava "parado" nos vocais. Marco entrou em contato comigo perguntando se toparia fazer um teste no DG, topei na hora, pedi a ele que me mandasse umas músicas já que o meu cd do DG roubaram do meu carro (rs),ele me mandou umas músicas da banda e as letras, devido alguns imprevistos no meio do ano o teste demorou um pouco a sair mais a 3 meses fizemos o primeiro de 4 ensaios onde nesse último rolou o convite oficial para fazer parte da banda.  


2. O que podemos esperar para este ano de 2013?

Muito trabalho a fazer em 2013. Volta e meia, nos ensaios, conversamos sobre os planos da banda, acho que tudo deve acontecer de verdade a partir do segundo semestre, desde já começamos os trabalhos de composição, onde deve vir por ai um disco novo e o retorno da banda aos palcos com a nova formação.

3. Quais suas preferências musicais?

Tenho gosto diversificado, não só "dentro do rock/metal", mas em música em geral.
Acho que, além de escutar, o bom ouvinte/músico deve respeitar o estilo dos outros. 
As que nunca saem nunca da playlist é Rush, Led, Pink Floyd, Tool, Pantera, Slayer, 
Dying Fetus, Sepultura, Cannibal... estou escutando bastante ultimamente Decapitated.

4. Poderia dar um recado para os fãs sobre a Decomposed God e aos curiosos de plantão.

Sei que a galera que curte o DG é muito exigente, portanto estamos voltando e vamos quebrar tudo!

(Curiosidades: L. S.)

Destaque da semana - Entrevista


Entrevista por Orelha Bonham

Oddium (da esquerda pra direita) é :
Roberto Paes Barreto - guitarra
Eduardo Torment - bateria
Jorge Buldog' Picasso - vocal
Bruno Barbosa - baixo

(Com a palavra Jorge Buldog’ Picasso) 

1. Parabéns pelo trabalho. Queremos saber qual a sensação de poder abrir para umas das maiores bandas do segmento, o Destruction?
Primeiramente Obrigado. O Thrash alemão sempre foi uma referência para mim como: Kreator, Sodom, Assassin, Tankard etc. Mas em especial o Destruction  desde os anos 80 eu acompanho e sempre foi o que mais escutei e é o que eu mais escuto até hoje. E ao contrário de muitas bandas antigas, os trabalhos atuais são muito bons. É uma honra abrir para uma banda desse nível.

2. O som da banda é altamente oitentista. Como a banda entende a evolução das bandas pernambucanos do death/thrash?
No meu entender tem que se esforçar pra fazer um som com nível, é só ver o Cangaço, foi representar o Brasil no WACKEN OPEN AIR na Alemanha, isso significa que as bandas de Metal de Pernambuco são capazes.

3. “Tosco” e a “Omnium Finis Emminet” teve boa recepção e repercutiu muito bem no meio Underground. Podemos ter mais novidades ou a gravação da apresentação no mesmo dia do Destruction?
As músicas estão mais pesadas, rápidas do que essas demos, porque mudou a formação. Podem esperar um som mais porrada do que essa fase anterior.

4. De que a banda tem “Oddium”?
Guerra, injustiça socais, exploração do homem pelo homem, religião... O que me deixa mais indignado é que nas guerras morre mais inocentes do que militares. O ódio como uma atitude e sentimento de reação e indignação.

5. Esperamos vê-los em terras morenenses, como o Inner Demons Rise, Firetomb, Electricmooker etc., o Moreno Metal Union agradece pela entrevista! Deixe um recado para os heardbangers!
Obrigado ao Moreno Metal Union, queremos ver todos headbangers lá no show dia 26 de janeiro. E vamos persistir no underground, queremos tocar em moreno, ainda nesse primeiro semestre estamos lançando um material novo. Metal não é moda, é resistência thrash till death!!!


Destaque da semana - Entrevista

Entrevista por Leonardo Santana e Orelha Bonham


1. A banda é uma das mais antigas no cenário underground pernambucano, desde 87 fazendo o thrash metal a sua religião. Qual a grande motivação de manter o grupo na ativa com um thrash old e o que o público pode esperar para o show com o Matanza?
Jairo Neto - Bem a motivação é ter o metal na veia: Cruor em latim antigo significa sangue derramado ou “o que dá a cor vermelha ao sangue”궞 No Recife,  é sinônimo de metal e é o que tenho nas veias, o cruor que é a minha vida! A maior parte da minha história - dos 42 anos de idade, 25 foram dedicados ao Cruor. As formas passam, o pensamento permanece, o acidental muda, mas o essencial perdura. Bem, o show com o Matanza será com o repertório reduzido por conta de ter várias bandas de abertura, mas com certeza quem for nos ver tocar terá algumas surpresas...

Wilfred Gadêlha - Na própria pergunta está a resposta: fazer metal para a gente é uma religião. Não é à toa que, após 25 anos de atividades, a banda continua na ativa, compondo, tocando, planejando e investindo no que a gente acredita. Vimos, através dos anos, modas irem e voltarem, estilos surgirem e morrerem, mas não abrimos mão de sermos agressivos, rápidos e pesados. Não é demagogia: acreditamos no que fazemos e isso nos basta. Isto é o que nos move. Sobre o Matanza Fest, será uma grande oportunidade para a banda. Tocar com um grupo do nível do Matanza, que tocou no último Rock In Rio e tem uma legião de fãs em todo o País, é gratificante. Ainda mais porque a gente pode mostrar o nosso som para pessoas que ainda não nos conhecem. Levando-se em consideração o fato de que o Matanza atrai um público variado, a gente se sente à vontade porque tocar para quem não nos conhece é sair da zona de conforto. É um desafio que a gente gosta. Além disso, a gente vai dividir palco com o Fourpigs, que tem Marcelo Demo na guitarra, o cara que fundou o Cruor em 1986. Que fique claro: nós marcamos a nossa "idade" a partir do primeiro show, que aconteceu em Candeias, em 13 de novembro de 1987. Para nós, uma banda existe quando ela sai da garagem ou do estúdio. Ou seja: é óbvio que o Cruor já existia antes de subir no palco. Ou seja 2: nós somos a banda mais antiga de Pernambuco em atividades ininterruptas. Ou seja 3: mas isso é apenas um fato. O que importa é que a gente continua fazendo o nosso fucking thrash metal haja o que houver, doa em quem doer.


2. Durante todo esse tempo, qual o show que o grupo achou mais fuderoso fazer?
Wilfred Gadêlha - Cara, não dá pra não ser óbvio: o show mais foda que fizemos foi a abertura para o Megadeth, em abril de 2010. Era o nosso primeiro show com a nova formação (eu no vocal, Jairo Neto no baixo, Túlio Falcão na guitarra e Bruno "Bacalhau" Montenegro na bateria) e tínhamos uma excelente estrutura à disposição para detonar. Vimos, viemos e vencemos: subimos e fizemos o que nós sabemos fazer. Ficamos eternamente agradecidos pela acolhida que o público nos deu, à produção do Megadeth, que foi 100%, e à Raio Lazer, que confiou no Cruor.

Jairo Neto - A abertura do Megadeth, sem dúvida, foi o mais importante. Já pensou, você pirralha comprando o Peace Sells e 20 anos depois abrir o show da banda? O Death Angel também foi muito irado por que os caras fizeram questão de ir ao nosso camarim nos conhecer e, quando acabamos de passar o som, ouvimos aplausos atrás do palco: era toda a banda Death Angel nos aplaudindo, felicitando. O baixista ainda veio ver o equipamento que eu estava usando e conversamos bastante. Ter o Death Angel no nosso camarim por livre e espontânea vontade deles realmente não teve preço, mas na minha opinião foi o de Carpina, o primeiro show que fizemos depois do Megadeth. Estávamos muito à vontade no palco...


3. Com a nova formação a banda lançou um EP em 2011. Algum novo trabalho está em andamento para 2013?
Jairo Neto -  Já estamos em fase de composição desde junho e o disco está 80% composto. Depois do Matanza, iremos dar uma parada nos shows até terminarmos o novo disco...  

Wilfred Gadêlha - Nós lançamos o EP Unburied em janeiro de 2010. Foram quatro músicas "novas" à época, que registramos para marcar a nova fase da banda. Era como soávamos em janeiro de 2010. Passados quase três anos, estamos terminando o processo de composição do nosso segundo full-lenght. Falta pouco para finalizarmos as composições. Demos muitos passos à frente no que concerne aos arranjos e à própria maneira de compor. Estamos coesos e afinados. Pretendemos entrar em estúdio ainda no primeiro trimestre. O disco deverá se chamar Back to the Front, será produzido por Marco Antônio Duarte, guitarrista do Decomposed God, e terá 10 canções, uma das quais uma versão de uma grande banda do underground nordestino.


4. O que o metal de vocês representa nos tempos atuais?
Wilfred Gadêlha - Metal é um estilo de vida e não se fala mais nisso. Não importa se você curtiu a década de 80 ou está curtindo agora. Claro que há diferenças, aquele papo de "hoje é mais fácil". Mas a concorrência atualmente é mais ferrenha e, mesmo que pareça nostalgia, falta aquela brodagem de outrora. Eu, pessoalmente, curto muitas bandas recentes e antigas. Para mim, metal não necessariamente precisa ser feito uísque, quanto mais velho melhor.  Instiga e sangue no olho são mais importantes do que idade.

Jairo Neto - Representa resistência, luta, acreditar em você mesmo e no seu som. Sempre fomos uma banda de thrash metal old school com algumas influências de death metal (que nos idos dos anos 80 chamava-se black metal) e hardcore: é o que chamamos de fucking thrash metal. Apesar da “falência temporaria do thrash”,  sempre acreditamos no que fazíamos e nunca mudamos de estilo por modismo ou conveniência. Com o ressurgimento do thrash metal no mundo, ficamos muito felizes pois fomos a primeira banda de assumidamente thrash metal de Pernambuco, quiçá do Nordeste. O fato de ver tantas bandas no Brasil voltando à ativa com o mesmo som e reabrindo os espaços nos deu muita alegria ...


Por Orelha Bonham

5. O que a Banda cruor espera do movimento underground, depois de anos de estrada e vendo novas bandas e o ressurgimento do Thrash na cena pernambucana?
Jairo Neto - Aprendi uma coisa em 25 anos de carreira com o Cruor: nunca esperar nada! Trabalho e dedicação à banda, fazer o som que gostamos e o que vier será consequência disso tudo. O movimento underground ja existia no Recife antes de nós e sempre existirá com a nossa participação ou não. Discordo do rumo que certas coisas estão tomando,  mas o essencial, que é o público, sabe o que quer e o que gosta e fodam-se o resto...Quanto ao ressurgimento do thrash na cena pernambucana, da mesma forma que, quando começamos com isso no Recife no nosso primeiro show em 1987, demos também nosso quinhão de contribuição para o ressurgimento do thrash em Pernambuco,assim como outras bandas locais do gênero. Só acho que o ressurgimento do thrash metal é um fenomeno mundial, e somos só um grão de areia neste universo. Sem nós, não faria a menor diferença porque os modismos sempre passarão, mas quando um som é verdadeiro ele se eterniza e sempre renasce... É muito bom ver bandas investindo no thrash metal, mesmo que algumas delas, por receio ou por modismo, não se assumirem totalmente thrash...

Wilfred Gadêlha - Cara, o underground é um lugar esquisito. A gente milita nele há décadas e, como disse anteriormente, há altos e baixos. Eu sou um fã inveterado do thrash metal. Fico muito feliz em ver que aqui em Pernambuco existem muitas bandas novas. Eu gosto particularmente de Carrasco (que tocava um cover de Tortura), Bonebreaker e Pandemmy, no que diz respeito a thrash e suas subvertentes. Fico feliz em ver que nós veteranos ainda temos gás e digo isso tendo em mente também bandas como The Ax e Oddium. Faz gosto de ver essa mistura dos coroas com a meninada. E para quem diz que o Cruor faz um som datado, basta passar dez segundos no mosh pit quando tocamos. Aí você volta e diz o que achou (hehehehehe).


6. A repercussão de “Unburied” tem sido incrível e traz para a banda novas forças para continuar sua trajetória. Quais bandas pernambucanas no olhar de experiência de vocês, estão num bom caminho?
Jairo Neto - Antes de tudo, obrigado pelo “incrível”! O nosso último EP só reflete porque estamos aqui, mas acho que finalmente encontramos nossa maturidade musical e nosso caminho. Diga-se de passagem, as novas composições não tem nada haver com o Unburied, que foi um EP feito “nas coxas” num momento em que estávamos totalmente desacreditados pela mídia e parte do público. Foi gravado no estúdio de Chimbinha do Calypso (grande brother, mais uma vez obrigado!) em um fim de semana. Portanto quem estiver esperando um disco “parecido” com o Unburied, vai ter uma grande surpresa, pois estamos enveredando por um caminho com uma identidade mais pessoal. O EP ainda tem a cara do primeiro CD, mas o que está por vir é mais a “cara” da nova formação. Estamos muito felizes por ter nos encontrado nesse caminho e quem for ao Matanza Fest já terá a oportunidade de perceber isso... Quanto às bandas que acho que estão num bom caminho, tem uma que já virei fã,  que é o Oddium, também o Inner Demons Rise, o Vocífera, o Firetomb e o Aorta. Também gostei muito do som do Falling in Disgrace ... Acho que todas essas que citei estão num bom caminho, com humildade aprendendo com o passado, projetando o futuro com uma pegada muito boa.

Wilfred Gadêlha - Unburied, o EP, nos trouxe muita coisa. Reconhecimento, oportunidades e mais instiga. Foi via Unburied que conseguimos  tocar com Megadeth e Death Angel. Foi via Unburied que fomos para dentro de Pernambuco tocar em todo canto. Sobre as bandas, eu citei bandas de thrash locais que eu curto, mas queria acrescentar aí nomes fora do thrash, como Cangaço, Dune Hill, Antropofagia e Inner Demons Rise. Eu aprecio a sonoridade delas. Estou particularmente ansioso para ouvir dois trabalhos que prometem: os debuts do Cangaço e do Pandemmy. Da "velharia", eu não consigo parar de gostar de Storms! Grande banda de uma grande cidade onde temos muitos amigos!


7. Se o mundo acabasse em 2012 realmente, o que a Cruor lamentaria de não ter feito?
Wilfred Gadêlha - Rapaz, eu queria que o mundo só acabasse ano que vem, de preferência depois que a gente lançar o nosso novo disco. Ah, queria ter visto o Slayer aqui no Recife. Já vi em São Paulo, mas em casa é muito mais rochedo!

Jairo Neto - Mandado uma porrada de gente "nada a ver" tomar no cu! Brincadeiras à parte, lamentaria não ter feito o disco que planejamos para 2013,  que, na minha humilde opinião, será tão expressivo com foi o nosso debut em 1995 - até hoje é um disco atual. É assim que vejo a música, não um retrato de um momento mas algo a eternizar-se pelo menos aos meus ouvidos...


8. Deixo o espaço para que expresse o que quiser.
Jairo Neto - Inicialmente gostaria de agradecer a honra de ter cedido esta entrevista e agradecer a todos que curtem nosso som e continuam acreditando em nosso trabalho e dizer que vão ter que nos aguentar por, no mínimo, mais 25 anos... Também gostaria de agradecer a todos os produtores que de alguma forma contribuiram para chegarmos ao nosso jubileu de prata, como Lourdes Rossiter, Ervel Lundgren, João Marinho, Lulinha e Raio Lazer, Alcides Burn, Fundarpe, Levi Birne, Léo Frias, Pisca Produções e etc, etc... Agradecer ainda todos os zines e rádios underground da América Latina e Europa,  por todos os espaços e apoio que nos deram durante nossa jornada, pois, sem vocês e os headbangers do Nordeste, nossa jornada não teria tido tanto êxito... E esperamos tão logo quanto possível levar o nosso som aos metalheads de Moreno!

Wilfred Gadêlha - É isso aí. Obrigado pela oportunidade e continuem assombrando os vizinhos e os pais!




Destaque da semana

 (Com a palavra: João Grind (g))

1. O line-up mudou desde 2004, ano que a banda “nasceu”, encontra-se hoje perfeitamente destruidora. O som gira sempre entre o Grind/Death , estes são estilos pertinentes que sempre fizeram a cabeça do gosto da banda? Por que a escolha desse estilo, que sempre foi visto com certo preconceito até entre o rock/metal?
Cara, nunca nos prendemos a rótulos! No começo éramos thrash-metal. Depois de forma natural fomos entrando no grind... Talvez até pela nossa vontade de sempre fazer a parada cada vez mais rápido e tal... Atualmente, o que mais se encaixa no nosso trampo é o “Death/Grind”, mas com uma veia muito influente de brutal death-metal! Enquanto ao preconceito pelo estilo, nunca nos importamos com isso, tocamos o que gostamos. Costumamos usar a seguinte frase: ” - Se quer escutar algo que te faça refletir no rumo da humanidade, escute outra coisa” !

2. Cite algumas bandas que o grupo “Antropofagia” gosta muito.
São várias...  Motorhead, Slayer, Undergod, Abominable Putridity, Cannibal Corpse, Dying Fetus, Morbid Angel… 

3. O que inspirou a montar a banda? E como o grupo vê a cena grind em Pernambuco, no Nordeste?
Cara, montamos a ANTROPOFAGIA eu e Fernando (baixista) a 8 anos atrás... A inspiração era justamente montar uma banda para tocar metal... Por puro prazer! E com o passar do tempo fomos pegando gosto, amadurecendo as ideias e consolidando nosso trabalho. A cena grind de Pernambuco hoje é bem rica! Logo quando começamos a aparecer para a galera tocando no Recife e tal, não se tinham muitas bandas de Grind, pelo menos a galera não conhecia... Era o Rabujos e só e depois nós! Mais hoje temos várias bandas aí para alegria dos carniceiros de plantão! kkkk



4 Fale um pouco sobre o Cd da banda e qual foi reciprocidade do público em relação ao material que vocês produziram?
Cara, o EP “Excrements of Torture” da ANTROPOFAGIA teve uma aceitação foda do público e críticos em geral! Esse trabalho nos rendeu bons frutos... E um deles, talvez o maior, e com certeza o mais grandioso, foi a abertura para o Dying Fetus aqui no Recife! Vários sites e blogs de Metal resenharam sobre nosso EP, todos elogiaram o nosso trabalho, inclusive ele foi publicado na Roadie Crew, que por sinal engrandeceu ainda mais o nosso trabalho. Com certeza foi um trabalho que marcou!


5 Algumas palavras para definir a banda Antropofagia.
4 insanos caras que amam tocar e brutalizar tudo!


6. Deixe um recado para os headbangers e curiosos de plantão.
Obrigado Leonardo pela atenção e força para conosco, e aos Antropófagos, fiquem ligados... 2013 teram novidades... Nosso Full Lenght tá vindo por aew...  Aguardem!

(Por Leonardo Santana)

Destaque da semana




1. Pela primeira vez a banda subiu ao palco e fez um show de estreia com a Kataphero. O que vocês acharam, fazendo aí uma autoavaliação, postura no palco, som, etc.
Caramba, foi incrível.  Ficamos muito felizes e empolgadas com a energia e reação do público durante o show. O melhor foi poder conversar com a galera após a nossa apresentação e ouvir o quanto eles tinham gostado. Muitas pessoas também vieram falar com a gente pelo Facebook; elas ressaltavam o quanto tínhamos superado as suas expectativas e que fomos uma boa surpresa.  Mas esse foi só o primeiro show e, sem dúvida, foi um grande aprendizado. Somos bastantes críticas umas com as outras, sempre conversando sobre o que devemos melhorar. É fato que continuaremos em busca da nossa evolução para fazer o melhor em cima do palco, mas ficamos satisfeitas com o primeiro show.

2. Muitos grupos vêm se preocupando em divulgar o máximo que pode sobre a banda que faz parte, que é o comum, claro. A banda Vocífera é novíssima e já está bem comentada, e entrou no cast do Pogo e Matanza fest. O processo para vocês está sendo rápido, ou não? É viagem minha. rsrs
A internet é a nossa grande aliada, é ela que está fazendo a Vocífera chegar a mais pessoas que, por sua vez, compartilham nossa música com mais pessoas. Mas cada uma de nós saiu divulgando para os amigos, um a um.  É uma espécie de “um boca a boca” online. O convite para o Pogo Pub veio de Anselmo (até então não o conhecíamos) que falou com uma de nós pela net dizendo que tinha ouvido nossa música em um grupo do Facebook. O Matanza Fest  também foi uma surpresa, ficamos bastante felizes, afinal,  será uma importante chance  de levar nossa música para um público grande aqui do Recife e que nem conhece a banda.   

3. Quem decidiu formar a banda, a escolha do nome, o estilo? E aproveite e fale um pouco mais do som que influenciam vocês, se apenas o trash/death, quais as bandas principais e se outros quais são? Poderias citar duas de cada integrante?

Erika, Lidiane e Marcella tocavam juntas em outra banda, que não existe mais. Então elas resolveram chamar mais duas garotas para formar uma banda de metal, estilo que elas sempre gostaram. Depois de muito procurar, entraram pra banda Amanda e Angela, daí escolhemos Vocífera, de vociferar (gritar, exclamar), que além de ser um nome feminino, também soa agressivo, que é o som da banda. Em relação as nossas influências, as maiores são o Death e o Thrash Metal, mas com certeza você pode ouvir em algum momento a gente passeando por outra vertente do metal.  Gostamos de muita coisa, mas se é para citar as maiores influências individuais: Marcella , Destruction, Testament e Slayer; Erika, Arch Enemy e Kreator; Angela, Opera IX e Cripper; Amanda, Death e Midnigth e Lidiane, Arch Enemy e Sodom. 

4. O que motivou formar uma banda só de mulheres?
No metal, a maioria das bandas são formadas só por marmanjos, as bandas com integrante apenas mulheres ou com elas em sua maioria são em número bem menor. Então, formar uma banda só por mulheres é uma forma de dizer que nós também podemos fazer um som rápido, furioso e empolgante – e, muita gente ainda duvida disso, além de ser um incentivo a que mais garotas formem a sua banda.

5. Qual o posicionamento da banda em relação ao metal underground pernambucano?
Quase sempre você vai encontrar alguma integrante ou mais da Vocífera nos shows da cena, afinal, fazemos parte dela.  Somos uma banda independente que nasceu no underground. Apoiamos a cena e lutamos pela união dentro dela, acreditamos que é função de cada banda fazer isso também. Em Pernambuco as coisas tem andado bem, com shows cada vez melhores e produtores empenhados como Alcides, João, Leo, sem falar nas próprias bandas que organizam shows. 

6. Obrigado pelas palavras. Deixo o espaço para as considerações finais.
Nós é que agradecemos a oportunidade de conversar com vocês. Desejamos que a cena do metal no Recife cresça cada vez mais e se mantenha unida, porque assim é possível ir bem mais longe.

Por: Lonardo Santana 

A volta do ChaoSphere




“Em meados de 1999, na cidade do Recife, nasceu o "Chaosphere". A banda, que praticava um raro e perigoso misto de heavy metal com thrash metal,  logo destacacou-se na cena pela sua qualidade em uma época que o famigerado 'heavy metal melódico' reinava. Reinava não apenas no Recife, mas em todo o Brasil, com a ascensão de bandas como o "Angra" e o "Shaman", por exemplo.


Contudo, apesar de uma ótima resposta na cena local, a longevidade do Chaosphere não foi extensa; sua influência não se espalhou para fronteiras além de sua terra natal e rendeu poucos frutos, como a demo "The Empire of Lost Souls" (2002) e o EP "Circle of Fools" (2005) e ótimo, porém não lançado oficialmente, debut "Hell is Here" (2007).”

Fonte:
http://hangovermusic.blogspot.com.br/2011/12/coluna-apresentando-chaosphere.html 




A volta traz novidades! Confira ai:

Live in Caruaru-PE


Para quem gosta de Hard rock, foi uma noite muito agradável em Caruaru, no dia 15 de novembro de 2012, única cidade do Nordeste onde esteve presente a banda Escocesa NAZARETH, um ícone do estilo Hard.

O quarteto voltou ao Brasil para uma turnê em nove cidades levando os clássicos dos anos 70 como “Love Hurts”, “Hair of the dog”, “Sunhine”, "Cocaine" e do disco “God of Mountain”, seu mais recente trabalho.

No festival com cara de underground “Agreste in Rock”, o grupo escocês estava previsto para ser a última a se apresentar, mas o show do NAZARETH foi adiantado por motivos pessoas da banda e a aglomeração ansiosa clamava os coroas do metal para agitar os esqueletos, morenenses, recifenses, caruaruenses, etc.


Como esperado, o show foi maravilhoso e sem frescura; a banda entrou em cena e detonou sucessos de seus 44 anos de hard rock do bom, Dan McCafferty ainda tem fôlego para dar uns berros no final da apresentação e Pete Agnew e Jimmy Murrison e Lee Agnew interagiam mais com os fãs e curiosos de plantão.

A apresentação foi bem recibo por mim e amigos: Hugo, Marcelo, os componentes da banda Espinha de Gato, e por todo o público presente que aplaudia e cantava junto os sucessos!
O Nazareth entrou pra minha lista de shows que ficará na memória como o do King Diamond e Motorhead, em Recife, por exemplo.

Galeria de fotos aqui

Debut álbum: "Reflections e Reballions"


A destruição da semana fica com as "melhores" da pandammy - já que este álbum traz seus trabalhos sonoros já divulgados em seus três Ep's  - tão conhecidos e bem elogiados por vias especializadas do metal - só que com uma nova camada de agressividade! Deixo as palavras da família Pandemmy a apresentação deste trabalho que já começa pela bonita carpa:
  
O título de nosso debut álbum será Reflections & Rebellions. Escolhemos essas duas palavras, pois as mesmas representam nossas reflexões sobre o caos social refletido em nossas letras e na forma de expressar nossa fúria através de nossa música. A arte da capa, feita pela parceria entre o designer Alcides Burn e o ilustrador Emerson Maia, representa uma criatura enfurecida se libertando de uma prisão. Abaixo o tracklist oficial de Reflections & Rebellions:

01 - Farewell
02 - Mind Effigies
03 - Self-Destruction
04 - Common Is Different Than Normal
05 - Idiocracy
06 - Without Opinion
07 - Heretic Life
08 - Involution of a Lost Society
09 - The Price of Dignity
10 - Rubicon (Point of No Return)
11 - Ode To The Renegade

O produtor Fabiano Penna continua com os trabalhos de mixagem no estúdio El Diablo, em São Paulo/SP. Em breve divulgaremos o lyric video da música Mind Effigies!


saiba mais - blog da banda


Ep - demo: Stoned Session

A banda Electric Mooker oriunda de Jaboatão, surgiu no inicio do ano de 2009, com a intenção de fazer um som influenciado por bandas de blues,heavy/hard e southern rock que sugiram por volta da década de 70 e por bandas Stoners tanto as antigas como as atuais do gênero.Podemos citar bandas como: Allman Brothers Band, Jimi Hendrix, Blue cheer, Black Sabbath, Sleep, Cathedral, Saint Vitus etc.

Download - EP-demo: "Stoned Session"

Texto: Orelha Bonham

Observamos ultimamente um ``revival`` do rock setentista e suas vertentes. E isso é o que temos na banda Eletricmooker com esse seu trabalho. A banda pernambucana jogou na net alguns de seus sons pro povão sacar. (E que som!). A música ''Freak Truck'' e ''Lust Vampire'' tem toques bem Sabbathicos. O Cover de Sweet Leaf, do Master de 1971, ficou bastante original, sem soar imitação de Ozzy. Ótimo! ''Dope Ritual'' tem um riff inicial bem Hendrix misturado com Iommi. Feito pra quem gosta de bater cabeça sem medo de ser feliz e de dores no dia seguinte. rsrs Finalizando, ''Evil Witch'', que lembra muito como nosso sagrado é importante no nascimento e renascimento do Rock pesado no nosso Pernambuco. Parabéns ao metal pernambucano e à Banda jaboatonense pela qualidade das gravações e ótimas referências musicais. vida longa ao Eletricmooker! OS RAPAZES VÃO LONGE!

Viper


A noite de sábado (07-07-12) foi empolgante e intenso com o Viper tocando os antigos sucessos da década de 80 com dois clássicos Soldiers of Sunrise e Theatre of Fate. Os mais velhos puderam celebrar com o empolgante Pit o momento ápice da banda com a formação original e cantar o mais alto que puderam as clássicas músicas que deram o título do Iron Maiden Nacional ao Viper.

Os mais novos também demonstraram satisfação com o desempenho da banda e sua correspondência com o público a todo instante. Foi um show incrível, histórico, para todos que estiveram presentes.






Destaque da semana

ALKYMENIA
A banda de Thrash/Death pernambucana oriunda de Caruaru formada por Lalo (v/b), Sandro Silva (g) e Dennis Kreimer (bt) gravou um belo CD independente: “Dark and Nebulous (2012)”. O terceiro trabalho da banda.

O trio vem se fortalecendo ainda mais com suas atuações musicais seja em estúdio ou fora dela, ganhando credibilidades da impressa especializada. Pra quem ainda não ouviu, vai aí uma música. Tenha a certeza que todo o trabalho deste CD, diversificando nos ritmos das vertentes do thrash e death que a banda explora, foi eficaz.

O destaque no nível nacional e internacional foi na batalha: “Wacken Open Air Metal Battle”, no Rio de janeiro, com o objetivo de apresentar o Brasil na Alemanha e no show do Abril pro Rock, além de outros shows pelo Nordeste divulgando a força e qualidade do Metal Pernambucano.


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